
A Vila Fundão, emocionada e feliz pela história linda que ficou marcada em nossos corações, publica uma homenagem à Tatiana Ivanovici, pela data de morte que completa 5 anos exatamente hoje! Jornalista, por amar a verdade e seriedade, e ainda ex- apresentadora da MTV, por amar a música e cultura; vítima de um câncer no pâncreas. Ela foi VJ do Programa Yo!, olhamos pra cima e lembramos de “You”, grande e importante mulher. Desde então, foi eternizada a frase “Brilhando no céu”.
O escritor desse texto não a conheceu, mas, ainda assim, sentiu que ela estava aqui colocando cada palavra nesse texto. FHODA! Porque ela era espírito, daqueles que te faz ser melhor. Ela era pra frente, de prática e ação. Brava no sentido de lutar por tudo que acredita. “Bravo!”, era o primeiro elogio de alguém para toda a capacidade de liderança dela. Estaremos sempre JUNTOS até depois do FIM da vida (carnal). Até porque ela alimenta mais do que qualquer carne nobre da burguesia. Tati era cinema, misturada com fotografia, além de dançar com o caos e namorar com a paz.
Nascida em Mogi das Cruzes e exemplo de superação, Tati trabalhou na Folha de São Paulo, e informou muito o crescimento da periferia; prestou serviços para a TV Cultura, sendo uma artista em lidar com o progresso de quebrada. Ativista, representava o projeto “Do lado de cá”, e o cá sempre foi no nosso abraço. Recebeu dos coletivos culturais o título de “Madrinha da Periferia” e temos orgulho de ser afilhados dessa lendária personagem no cenário FAVELA.
Ela esteve entre pobres e sempre foi rica: de mentalidade! Passou fome: de preconceito. Teve sede: de justiça social! E ainda tinha frio: se entendesse que alguém precisaria de ajuda e ela necessitava agir. Aí tacava lenha no fogo de “fazer acontecer o bem” ou, como pede o Spike Lee: “faça a coisa certa”.
Amava a música “É ser humano”, interpretada por Zeca Pagodinho, e como a definir rapidamente? A Tati era “ser humano”… o nome Tatiana significa também “pertence à Tácio, pertence ao Pai” e, desde 10/06/2015, ela pertence à Deus. Tati, ao lado do escritor, também está chorando de emoção por ter sua alma viva na mente de quem leu…
Vila Fundão.
Texto: Dom Diego
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